Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Novembro 30 2010

  

QUERIDO(A) AMIGO (A)

 

 

Hoje, terça-feira, das 22 h às 24 horas na hora portuguesa (20 às 22 horas no Brasil) estará no ar o meu programa Saboreando, um programa de música e poesia na Rádio Raizonline.

 

Passarei poemas de alguns de vocês.

 

Para ouvir, basta clicar em  http://www.raizonline.com/radio/ . Se tiver dificuldades, vá actualizando, clicando em F5.

 

(Em alternativa poderá ainda tentar em 

 
http://www.raizonline.com/radio/index2.htm
 
http://raizonline.listen2myradio.com/  )

 


 Adicione-me em raizonline@hotmail.com se quiser falar comigo. Será um prazer.

 

Até logo.

 

Um abraço

Joaquim Sustelo

 

   
publicado por appoetas às 18:57

Novembro 25 2010

HOJE, DIA DA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA,NUNCA É DEMAIS A SENSIBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE, POR TODAS AS FORMAS, PARA O COMBATE A ESTE HORRÍVEL PESADELO.

 

 

Era uma princesa

Tão jovem, tão pura

E inexperiente,

Da vida as agruras

E as amarguras,

Ela era inocente.

 

Cantava e ria

Espelhando alegria,

Carinho e confiança,

No mundo em que vivia.

Desconhecia a dor,

Acreditava no amor,

E, no coração a esperança,

Segredava-lhe com segurança

Que, algum dia,

Também ela o encontraria.

 

E um dia ele apareceu

Sob a forma de um príncipe

Tão belo e tão gentil,

De promessas mil

De lealdade,

Doces juras de amor

E de eterna felicidade.

 

Mas, afinal,

Tudo não passou de ilusão...

E os  sonhos de amor,

De paz e de harmonia

Que lhe juraram um dia,

Todos caíram no chão.

 

E, a bela princesa

Que, até ali,

Da vida só conhecia a beleza,

Em breve conheceu a sua fealdade

Na capa da deslealdade,

Da tristeza e da dor,

Que tomaram o lugar

Das juras de eterno amor...

É que, o belo príncipe

De tão belas palavras,

De expressão sorridente,

De tão fino trato,

Transformara-se de repente

Num horrendo sapo...

 

E, após tanto desprezo,

Ódio, mentira e traição,

E o quotidiano tormento

Na forma de agressão,

A princesa de candura

Que fora doce e serena,

Ora possuída pelo terror,

No limite do sofrimento

Que lhe toldara a razão,

Vingou-se do seu agressor

E cumpre agora pena

Às grades de uma prisão...

 

MARIETA ANTUNES

 

 

 

 

 

publicado por MARIETA ANTUNES às 23:15

Novembro 23 2010

 

Sinto-te vir, mais suave do que a prece…

Volteia sobre mim, Anjo Imprevisto!

És o jorrar de um néctar que conquisto

No culminar de um corpo que adormece!


De tudo o que na vida me acontece

Sempre que o isco surge e não resisto,

És bem menos provável – nisso insisto! –

Do que um dia a romper, quando anoitece…


Portanto, anjo impossível que não esqueço,

Adeja sobre mim quando adormeço,

Conquista-me este sonho e vai-te embora!


Pois tu não sabes que eu não tenho preço,

Que acordo, me reinvento e te despeço!?

[meu assombro é lunar, não se demora...]

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 20.11.2010 – 18.03h


publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:24

Novembro 22 2010

CANTO AO MUNDO

Canto às mágoas da vida
e ao amor de vai e vem
Canto às árvores que nos abrigam 
das tempestades que vêem


Canto ao mundo que vai em perigo
e aos homens que não se entendem 
Canto alegria que persigo
e às fêmeas que seus filhos lambem


Canto aos homens de boa vontade
e às mulheres p´lo nascer da criança
Canto à vida e à liberdade
que nos trazem a nova esperança


Canto às tristezas dos dias
num Outono amargurado
Canto à paz que tu bem querias
mas chega num triste fado


Canto ao amor que feliz nos deixa
quando a guitarra toca a bonança 
Canto a quem tanto deseja 
o sorriso de uma criança


Canto a quem muito quer
uma criança adoptar
Canto à vida que amo
bem como quem me quer amar

 

de: Fernando Ramos


 

publicado por Fernando Ramos às 19:51

Novembro 22 2010

Sou estranha, já percebeste…

Sou tonta como a criança

Que dá dois passos de dança

E, logo a seguir, te afiança

Que tem um dom que é celeste

 

 

 

Sou esquiva como um felino;

Territorial, ciosa

Dessa coisa misteriosa,

Insondável, preciosa

Que é o seu próprio destino

 

 

 

Sou qual pássaro nocturno

Que não deixa de cantar

Se a noite o quiser calar

Ou se o Inverno chegar

Gelado, irado e soturno

 

 

 

Sou de sonho e fogo e terra

Mas, se me fecho, sou ostra

Que não fala, não se mostra

E, ainda que dando à costa,

Só bem morta se descerra…

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa -2010

 

 

publicado por Maria João Brito de Sousa às 11:47

Novembro 18 2010

 

NAQUELE IMENSO MAR


Naquele imenso mar dos nossos sonhos
Em vagas semeados e dispersos,
Nos dias soalheiros e risonhos
Eu vi crescer Amor plantado em versos


Surgia pelas alvas madrugadas
Na espuma que brilhava à luz do sol;
E as letras produziam encantadas
Um poema, dois poemas... um lençol...


Na praia, uma falésia como fundo,
Lembrava a cada instante e ao segundo
Que as ondas ao bater, nela se esmagam


Ruíram alguns sonhos pelo choque.
Não sei onde os restantes se coloque
Que são ainda tantos que embriagam.



Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 01:24

Novembro 16 2010

  

Amigo(a)

 

Oiça-me hoje na Rádio RaizOnline das 22 às 24 horas (hora portuguesa), no meu programa Saboreando.

 

Saboreando é um programa de música e poesia, a que pode aceder através do link

  

http://www.raizonline.com/radio/

 

Em alternativa, caso não oiça bem naquele, clique num destes dois:


http://www.raizonline.com/radio/index2.htm
 
http://raizonline.listen2myradio.com/

 

 

Passo sempre poemas de amigos.

 

 

Obrigado pela companhia.

 

Abraço

 

Joaquim Sustelo

  

  

  

 

NÃO PERCA!

Boa Poesia na interpretação perfeita de Joaquim Sustelo.

Maria Ivone Vairinho

 

 

 

 

 

publicado por appoetas às 19:55

Novembro 13 2010

Um desejo no Poente

 

No voo rasante e adejo da gaivota

Entre o vislumbre do meu pensamento

Na simplicidade daquele momento

Na imensidão do Mar, a minha rota

Incomensurável calma aparente

Se apodera de mim, e servilmente

Em minhas conjecturas, se denota

 

Esta visão persiste tão veemente

Tanta beleza, tanta se me afronta

Qual verso comedido ora desponta

Embalando meu sonho inerente.

Foram tantas vezes que voltei

Sempre ao mesmo lugar onde sonhei

Sentar-me á sombra de um verso coerente

 

 

Eis que um desejo débil, pertinente

Espargindo de leve um versejar

Delira levemente em meu olhar

Deixando-me postada docemente

O Ocaso, no horizonte debruava

Os reflexos de um poema, abraçava

Que o deu á luz o poeta, alegremente

 

 

 

No Arrebol onde o poeta delineava

Era tanta a beleza, o firmamento!

Quisera o poeta naquele momento

Parar a Terra tal qual desejava,

Fazer da guerra uma estática imagem

De neblina coberta, sem estiagem,

E de novo o alvorecer ele pintava!

 

E sonha o poeta...com olhar de fogo …  reflexos do Ocaso...

 

"Minha Prenda Para o Futuro" 2010

Cecília Rodrigues

publicado por Cecilia Rodrigues às 19:46

Novembro 08 2010

Já não há caravelas. Nunca mais
As naus se enfrentarão no mar salgado
E, no entanto, as velas verticais
Cruzam ainda um espaço inolvidado…

O mar que as recebeu não foi, jamais,
Tão fundo quanto o tempo já passado
E ficaram, decerto marginais,
Memórias de um velame ou de um costado

Submerso, sabe Deus em que oceano,
Em que abismo improvável e profundo,
Em que tempo, em que História, em que universo

Da frota que renega o desengano
Das coisas recusadas pelo mundo
Num sonho atemporal mas quase adverso…

 



Maria João Brito de Sousa

publicado por Maria João Brito de Sousa às 17:07

Novembro 07 2010

Não permito sela

sou égua selvagem

bizarria

quando me transformo em abóbora

sem projecto de ilusão

ser projecto de ilusão

na partilha de momentos

os especiais

os maravilhosos

na essência sumária

não permito sela

sou égua selvagem

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 18:03
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